Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Acordei uns dias depois

Num certo dia fui com os meus pais à feira de Barcelos e por momentos deixei de os ver mas passando dois minutos encontrei-os. Cinco minutos depois perdi-me outra vez e nunca mais vi os meus pais. Comecei a chorar e passado algum tempo senti taparem-me o nariz e a boca e não vi mais nada, acho que desmaiei. “Acordei uns dias depois” e ouvi: - Temos que despachar o rapaz! Logo a seguir falou outro: - Acho que não devemos fazer isso, devemos pedir um resgate aos pais do puto em troca dele! A seguir disse o primeiro: - É mesmo isso, tu de vez em quando até pensas! Eu que queria ajudar os meus pais a não pagar nada tentei ver se encontrava uma saída mas nada, apenas um pequeno buraco que só cabia uma ratazana, o que havia muitas por ali. Aquele sitio era aterrador só tinha palha, as paredes cheias de verdete, sem janelas, apenas só uma porta com uma janela muito pequena. Um deles a certa altura aparece por lá dentro a pedir o número de telemóvel do meu pai, mas eu não disse qual era, disse um número diferente. Comecei a pensar no que o homem disse e lembrei-me do meu telemóvel, ia a pegar nele e entra outra vez o homem armado com uma faca e disse: - Dá-me o número correcto! E eu interroguei: - Mas o número não estava certo? - Não, não estava! Exclamou. Então eu fiquei calado mas ele ameaçou-me que me matava, eu feito esperto mandei-lhe um pontapé na faca e consegui ficar com ela mas apareceu logo o outro homem que me amarrou por trás e tirou-me a faca e disse: - O menino é reguila! E então tive que dar o número do meu pai ao raptor que estava encapuçado tal como o outro, ambos eram gordos. Lembrei-me novamente do meu telemóvel para ligar aos meus pais mas não tinha rede, tentei procurar mas naquele sítio não apanhou nada porque era fechado e não havia luz. Pensei naquele buraquinho que havia e disse: - Aquele buraco pode ser pequeno, mas é o começo para um grande. Procurei alguma coisa para o abrir mais e encontrei uma picareta. Juntei uns fardos de palha para chegar ao tal buraco e comecei a esburacar, mas com pouco barulho para eles não ouvir. Tentei ser rápido, e consegui alargar o buraco para passar, espreitei e vi que era muito alto, ouvi alguém vir de dentro e saltei logo para fora, sem pensar duas vezes mas cheguei lá a baixo e pronto, aconteceu... torci o pé! Tive uma má queda. Ouvi vozes! Eram os raptores a dizer: - O puto fugiu, que fazemos? - Temos que o procurar, não pode estar longe... Quando ouvi aquilo fugi como pude e escondi-me no meio do mato, peguei no telemóvel e liguei para o meu pai, ele perguntou-me onde eu estava e eu respondi: - Estou no meio do mato. Contei-lhe tudo o que aconteceu e entretanto olhei para a frente e vi uma placa onde estava escrito o nome de uma aldeia chamada “PINHEIRAL” que de imediato referi ao meu pai. Ele disse: - Eu vou ligar para a polícia e vou-te procurar. Eu disse: -Está bem mas seja rápido porque eu fugi e eles estão à minha procura. Ele disse: - Estou a caminho... Então eu estive a pensar no que ia fazer enquanto esperava, decidi ficar no mesmo sítio à espera. Passado algum tempo ouvi carros e sirenes, sai daquele sítio e fui a correr a ver se encontrava alguém e encontrei a polícia, contei tudo e eles disseram para os acompanhar até à esquadra, mas naquele momento só pensava nos meus pais e disse que ficava à espera deles e que mais tarde iria lá ter acompanhado deles. - Os teus pais já estão na esquadra à tua espera! Exclamou o polícia. Ao mesmo tempo que disseram aquilo vi uns homens que o físico era tal e qual ao dos raptores. Em pânico gritei para os polícias que logo olharam para os homens, eles aperceberam-se e começaram a correr, a polícia achou suspeito e correu atrás deles. Ficamos à espera e passado algum tempo apareceram a transpirar com os homens detidos. Aliviado pensei: - Consegui!!! Fomos para a esquadra, quando lá cheguei vi os meus pais que estava a chorar preocupados comigo, corri para eles e abracei-os com toda a minha força. Prestei declarações reconhecendo os raptores através do físico e da voz. Fui para casa aliviado, contei tudo aos meus irmãos mais velhos e eles ficaram de boca aberta com a minha coragem abraçando-me felizes por me ver bem. Resumo da história: Nunca nos devemos afastar dos nossos pais em hipótese alguma. FIM TEXTO ELABORADO POR: IVAN GOMES
publicado por secreting às 11:50
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